Quando o cachorro chega perto dos 7 anos, é como se passasse para uma nova fase da vida. Quem convive com um peludinho há tanto tempo começa a perceber mudanças: ele pode ficar mais quieto, ganhar uns fios brancos no focinho e até aparecerem uns calos nas patinhas.
Essas transformações fazem parte do pacote do envelhecimento. Não é só o visual que muda, não. O comportamento também pode ficar diferente. O sistema imunológico já não é mais como antes, então os cuidados precisam ser reforçados.
Nessa etapa, prestar atenção nos detalhes faz toda diferença. Às vezes, o cachorro perde peso sem motivo, fica com o olhar mais cansado, ou começa a se confundir em casa. Tudo isso pede um olhar mais atento, carinho e paciência.
Cuidar de um cão idoso não é só sobre remédio ou consulta veterinária. Tem muito a ver com adaptar a rotina, oferecer conforto, inventar formas de brincar e até ajustar a alimentação. Pequenas mudanças podem transformar o dia a dia e manter o vínculo forte entre você e seu amigo.
Aqui, você encontra dicas práticas para atravessar essa fase do jeito mais leve possível, sempre pensando no bem-estar do seu companheiro de quatro patas.
Entendendo o Envelhecimento dos Cães
O ritmo do envelhecimento dos cães varia bastante conforme o tamanho. Geralmente, os grandões entram na fase sênior por volta dos 8 anos, enquanto os pequenos continuam com pique até uns 10 anos. Isso acontece porque os cachorros maiores gastam energia mais rápido e envelhecem antes.
No começo, é comum notar o pelo do focinho ficando grisalho, a pele mudando de textura e aquele cheirinho característico ficando mais marcante. As patas também podem parecer mais grossas, com calos aparecendo.
No dia a dia, você pode perceber que o cachorro dorme mais, perde um pouco do interesse pelas brincadeiras ou até começa a andar em círculos. A audição e a visão também vão ficando mais frágeis, então vale a pena deixar a casa bem iluminada e evitar barulhos fortes para não assustar.
Alguns cães podem se mostrar confusos, esquecer comandos simples ou parecer ansiosos. Isso pode ser sinal de disfunção cognitiva, parecida com Alzheimer em humanos. Ficar de olho nesse tipo de comportamento ajuda a perceber se é só a idade chegando ou se precisa de atenção especial.
As idas ao veterinário ficam ainda mais importantes. Se perceber mudanças rápidas no apetite, no peso ou nos hábitos de fazer xixi, vale consultar o profissional. Entender o ritmo do seu cão e acompanhar os sinais vai te ajudar muito nessa fase.
Alimentação e Suplementação para Cães Idosos
Quando o cachorro envelhece, o metabolismo desacelera. Ele gasta menos energia, então precisa de uma comida diferente, mais fácil de digerir. As rações específicas para sênior são pensadas justamente para isso, com nutrientes que ajudam o organismo a funcionar direitinho.
Proteínas de boa qualidade mantêm os músculos fortes, enquanto ômega 3 ajuda nas articulações. Fibras solúveis dão uma força para o intestino e o zinco reforça a imunidade. Produtos como o Senior Dog da Lavizoo já trazem condroitina e probióticos, que ajudam tanto nas articulações quanto na digestão.
A troca de ração precisa ser devagar: comece misturando só um pouquinho da nova ração, aumentando aos poucos durante algumas semanas. Se o cachorro tiver dificuldade de mastigar, experimente croquetes menores ou umedecidos com um pouco de caldo morno. Para quem anda com pouco apetite, dividir a comida em mais porções ao longo do dia pode ajudar.
Às vezes, o veterinário pode recomendar suplementos, como vitamina E para combater o envelhecimento das células ou glucosamina para ajudar na mobilidade. Mas nada de sair dando qualquer coisa por conta própria, sempre converse antes com o profissional.
Mudanças repentinas de peso sempre merecem atenção. Se o cachorro engorda de repente, pode ser problema de tireoide. Já a perda de peso rápida pode indicar questões digestivas. O ideal é ficar de olho no corpo dele todo mês, assim qualquer alteração vira motivo para conversar com o veterinário.
Atividades Físicas e Enriquecimento Ambiental
Mesmo mais velho, o cão precisa se movimentar. O segredo é ajustar o ritmo para ele não se machucar. Caminhadas leves de uns 10 a 15 minutos, de preferência em pisos macios, já ajudam bastante. Nada de exigir que ele corra ou pule como quando era filhote.
Se tiver acesso, a natação ou hidroterapia são ótimas opções, porque fortalecem sem forçar as patas. Brincadeiras que não exigem grandes esforços, como bolhas de sabão ou brinquedos leves, mantêm o interesse sem cansar demais. E, claro, sempre observe: se ele começar a ficar muito ofegante ou diminuir o ritmo, é hora de parar.
A casa também precisa de adaptações. Tapetes antiderrapantes nos corredores e rampas no lugar dos degraus facilitam a vida. Brinquedos interativos com petiscos escondidos estimulam o cérebro e ainda divertem.
Esconder biscoitos embaixo de panos, por exemplo, é um jeito legal de estimular o faro e a coordenação. Manter uma rotina com horários definidos para passeios e brincadeiras ajuda a diminuir a ansiedade. E sempre respeite o tempo de descanso dele, para evitar que fique exausto.
Se for mudar a intensidade dos exercícios, faça isso bem devagar. Cada cachorro tem seu histórico de saúde e suas preferências, então adapte tudo pensando no que ele gosta e pode fazer. Esse cuidado faz diferença para manter o bem-estar dele.
Como cuidar de cachorro idoso no dia a dia
A rotina é sua maior aliada para cuidar de um cão idoso. Na hora do banho, escolha dias mais quentes e ambientes fechados, para evitar friagem. Seque bem com toalha macia, especialmente as articulações, para não deixar úmido.
A escovação dos dentes precisa virar hábito, pelo menos três vezes por semana. Use pasta veterinária e, se o animal for sensível, tente dedeiras de silicone ou produtos enzimáticos, que limpam sem precisar esfregar tanto.
A casa pode receber ajustes simples: tapetes antiderrapantes onde ele costuma passar, caminha ortopédica com isolante térmico e longe de correntes de ar ou umidade. Isso ajuda a evitar acidentes e deixa o cachorro mais confortável.
Fique atento a sinais como perda de apetite ou sono demais. Ter horários definidos para comida, remédios e passeios deixa o cachorro mais tranquilo, porque ele sabe o que esperar do dia.
Alguns produtos facilitam a vida: meias com solado antiderrapante para pisos escorregadios, fraldas para quem já tem dificuldade de segurar o xixi e acessórios que ajudam a levantar ou deitar. Cada detalhe faz diferença sem exigir grandes esforços do animal.
Monitoramento da Saúde e Consultas Veterinárias
O acompanhamento de saúde fica ainda mais importante na terceira idade. O ideal é visitar o veterinário pelo menos duas vezes por ano. Exames de sangue, ultrassom e avaliações cardíacas, como no programa Inova Vida +7, ajudam a detectar problemas cedo.
As doenças mais comuns nesse período são as ligadas aos dentes, obesidade e problemas nas articulações. Exames de urina e radiografias podem mostrar alterações antes mesmo de aparecerem sintomas. E manter as vacinas em dia é fundamental, já que o sistema imunológico fica mais fraco.
Se notar dificuldade para levantar, mudanças de comportamento ou qualquer coisa fora do normal, marque uma consulta o quanto antes. O veterinário pode indicar suplementos ou ajustes na rotina, dependendo do diagnóstico.
Assim, você aproveita os anos ao lado do seu amigo com mais tranquilidade, sabendo que está fazendo o melhor para ele.
